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Botaram Olho Grosso Em Mim! O Que Eu Faço? | Do Fala Aí, Ninha para o Blog!

“Mari, botaram o olho grosso em mim, o que é que eu faço?” Já ouviram falar de olho gordo, pois é, é sobre isso que tratarei aqui no meu blog.


Segundo os mais velhos, quando alguém coloca o “olhado” na gente bate um cansaço, uma moleza no corpo, às vezes sono. Olhado vem com sintomas. Diferente de quem gosta de dormir, o sono do “olhado”, chega do nada. Sabe quando você está trabalhando, produzindo, fazendo as coisas acontecerem e o sono chega de repente? Pois é, pode ser olhado!


Para os católicos, o olhado é reconhecido como inveja, termo ligado aos pecados capitais e que eu até tento não usar mais. Mas esse olho grosso acontece de verdade, ele existe.


Tem pessoas que botam o olho grosso porque querem, porque não querem ver o nosso progresso, não querem ver as coisas fluindo para a gente. E tem pessoas que botam o olhado sem querer, sem má intenção, sem pretensão de fazer o mal. Distinguir um do outro é difícil. A intuição às vezes aponta os caminhos e normalmente não falha, principalmente a intuição de mãe. Minha mãe, por exemplo, não ia falar diretamente "fulano botou olho em você", mas se eu vou no jogo ou peço para alguém abrir, meses depois descubro que, de fato, fulano sempre teve olho. Mãe tem intuição, mãe nunca erra, isso é fato.

Se vocês estiverem se sentindo assim, procurem um pai ou mãe de santo que possa abrir um jogo para saber como estão as suas energias. Porque você sente a energia mais baixa, sente que as coisas não estão fluindo. Pode ter sido apenas um olhado, como também pode ter sido algum trabalho feito para sua vida não andar. Minha orientação sempre é essa: procurem um pai ou mãe de santo para abrir o jogo e ver como estão as energias que circulam no seu caminho.



O pai ou mãe de santo provavelmente vai passar uma limpeza, e as coisas aliviam. Mas já aconteceu comigo de abrir o jogo para alguém e o jogo não apontar limpeza, mas sim que a pessoa precisava ser rezada. Rezar como o povo de antigamente: com arruda, com as folhas, com o benzimento. É assim que as coisas funcionam. Se vocês acham que estão de olhado, procurem o pai ou mãe de santo para fazer o jogo e resolver o que precisa ser resolvido. Essa é a melhor forma.


Aí surge uma pergunta: como se livrar desse sentimento ruim sem desejar o mal de volta a quem nos fez? Terapia. Porque ninguém aqui é santo. A humanidade que habita em você habita em mim também. A gente faz terapia, tenta transcender os processos, as dores e demandas. Tenta compreender que o conhecimento religioso é diferente para cada pessoa, para não querer devolver nada, para não desejar o mal.


Eu sou aquela pessoa que tenta realmente se abster. Às vezes nem quero saber quem foi, porque já evita estimular algum sentimento, desenvolver algo internamente. É bom evitar, porque no fundo ninguém se conhece totalmente. Meu conselho é: não queiram saber quem foi. E se souberem, levem isso para a terapia.


Mas existe forma de se proteger do olhado? Vou ser muito franca: boca fechada nunca fez mal a ninguém. O que eu aconselho é que calem a boca. Não falem da vida de vocês, não contem que estão assim ou assados. Já dei esse conselho na mesa de jogo para várias pessoas: se está bom o namoro, o trabalho, a vida, diga que está ruim. Se não consegue calar a boca e quer falar alguma coisa, diga que não está prestando, que está brigando muito, qualquer coisa, só para não botarem olho na sua vida.

E se você não conseguir calar a boca, entenda que a tendência será ficar sempre procurando o pai ou a mãe de santo para abrir o jogo, fazer limpeza, tomar banho de descarrego. Porque se você é uma pessoa muito vista, e não estou falando de sucesso, tem gente que chega num ambiente e brilha, chama atenção sem nem falar. Se você é muito visto, isso é consequência.


A gente vive num mundo onde as pessoas estão insatisfeitas. A situação política do país, o que vivemos nesses últimos anos, deixou muita gente frustrada. Não tem dinheiro para isso, para aquilo, e isso tudo gera insatisfação constante, que puxa mais demandas.

Então, eu digo: calem a boca. É o melhor remédio, a melhor forma. Senão, vai ficar fazendo limpeza atrás de limpeza, o que também não é de todo ruim, porque isso ajuda os terreiros de Candomblé a se manterem, e isso também é importante.


Até o próximo post!


 
 
 

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